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A tecnologia de interface cérebro-computador que veio mudar a forma como pensamos…literalmente!

De certo já se apanhou numa situação no trabalho em que percebeu que a sua mente estava a divagar e perdeu eficácia na tarefa que estava a realizar, ou então passou pela experiência de se sentir assoberbado e sem capacidade para se focar e abstrair de pensamentos e barulhos que o rodeiam, principalmente se trabalha em ambiente de open office ou o cargo que ocupa o deixa particularmente vulnerável a interrupções…quem nunca?

Saiba que existe uma solução tecnológica assente na neurociência desenvolvida há décadas pela NASA com o objetivo de treinar os astraunatas e pilotos das forças armadas a manterem o foco e eficácia máxima em tarefas que não permitem a menor distração.

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Fig.1 Militares das forças armadas americanas treinam a capacidade de foco com neurofeedback. Cortesia Thought Technology

 

Esta tecnologia chega agora a Portugal e está a revolucionar a forma como controlamos o nosso foco atencional e aumentamos a eficácia do cérebro.

Como funciona? Através de um jogo mental!

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Fig.2 Atleta a conduzir uma animação com neurofeedback e detalhe dos sensores de biofeedback de tensão muscular e resposta galvânica da pele (transpiração). Cortesia Neuropulse.

 

Trata-se de uma tecnologia de interface cérebro-computador que usa eletroencefalografia (EEG) no caso do Neurofeedback, para o treino da atenção e concentração, e no caso do Biofeedback treino com sensores de atividade fisiológica como batimento cardíaco, respiração, temperatura, tensão muscular e transpiração.

Através de um sensor colocado na cabeça são recolhidos dados de ondas eletroencefálicas (neuro) que estão diretamente relacionados com os nossos pensamentos e funcionalidade mental.

Hoje sabemos que determinadas ondas encefálicas são características da presença de pensamentos ruminativos comuns na ansiedade e stress, outras ondas são características do foco (nomeadamente a onda SMR 12-15Hz).

O objetivo do neurofeedback passa por conseguir ativamente aumentar a onda de foco e diminuir a onda responsável pelo pensamento distrativo, sempre que isso acontece uma animação ou jogo (feeeback) começa a avançar.

Resultante deste condicionamento a pessoa começa a regular as suas próprias ondas cerebrais
tornando-se cognitivamente mais eficiente.

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Fig.3 Atleta olímpico de taekwondo Rui Bragança a realizar um exercício de neurofeeback. Cortesia Neuropulse.

 

A eficácia da aplicação desta tecnologia é tal que até a Organização Mundial de Saúde já a reconheceu como tratamento para a hiperatividade e défice de atenção, sendo usada na retirada de medicação.

Efeitos secundários? Um cérebro mais eficiente e uma experiência de sono mais reparadora!

A maior causa de baixas laborais nas empresas portuguesas prende-se com afetações como a ansiedade e burnout. A resposta mal adaptada ao stress faz com que o corpo e mente paguem a fatura de forma muito cara.

Todos os dias trabalhadores sofrem de uma pressão constante para conseguirem mais e melhores resultados, caso não consigam existe sempre a ameaça de que alguém está no mercado de trabalho ou até dentro da própria firma à espera do lugar vago… A primeira área a ser afetada pelo stress crónico é a vida pessoal, a seguinte é o corpo que começa a manifestar-se através da maior tensão arterial, transpiração, dores de cabeça, insónias, esquecimentos e falta de concentração que levam muitas vezes a ansiedade e crises de pânico vividas em silêncio.

O apelidado treino de Peak performance foi criado com o objetivo de ajudar executivos e todos aqueles que de uma maneira ou de outra sofrem com a diminuição da resposta cognitiva no modelo de trabalho e exigências de mercado atuais.

A grande diferença é a eficácia rápida e duradoura com que consegue regular a sua própria atividade cerebral e sistema nervoso autónomo. Com um treino de Peak Performance a pessoa aprende a autorregular a sua atividade mental e corporal travando o escalar da ansiedade e melhorando as competências cognitivas para que esteja no seu melhor, sempre.

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Fig.4 Atleta a treinar a capacidade de foco com neurofeedback. Cortesia Neuropulse.

 

Muito high tech? Saiba que em 2006 o Chelsea FC e o AC Milan, que em 2007 vence a taça UEFA, começaram a usar esta técnica nos seus atletas.

A vantagem desta tecnologia está na capacidade do software permitir à pessoa controlar a sua própria atividade fisiológica ou cerebral a partir do feedback que recebe da animação gráfica.

Após extensa investigação realizada na área sabem-se quais os parâmetros úteis a treinar em cada afetação e quais os mais eficazes para a otimização de competências.

Sem dor, sem medicação, sem efeitos secundários.

É assim a tecnologia do séc. XXI ao serviço
da saúde e performance!

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Fig.5 Juliana Monteiro CEO Neuropulse com Marko Atleta de basket a treinar peak performance no corte de basket com neurofeedback; Atleta de golf adaptado Pedro Sottomayor a treinar peak performance campo de golf. Cortesia Neuropulse.

 

Em Portugal pode recorrer à Neuropulse® uma empresa que trabalha com atletas da área do futebol, atletas olímpicos da área do taekwondo, maratonistas, jogadores de basket e jogadores de golf com o objetivo de aumentar a sua eficácia em competição e capacidade de autorregulação, e desloca-se pelo país a dar formação na área da neurociência aplicada à melhoria de performance trabalhando com executivos.

 

www.neuropulse.pt

www.peakperformance.pt

Escrito por: Juliana Monteiro CEO Neuropulse, Neurocientista e Psicóloga Clínica especialista em bio e neurofeedback.