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Hoje (28 de abril), Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho presenteamos os nossos seguidores com o lançamento de mais uma campanha. Nos próximos 4 dias, fique a conhecer os 4 pilares na elaboração de um Plano de Emergências.

Como todos os planos é necessário que haja um ponto de partida e outro de chegada, por forma a ser mais fácil implementar aquilo que se pretende. Especialmente, quando é a primeira vez, e temos alguma dificuldade em organizar as ideias.

Todos sabemos que os acidentes nas organizações são sempre ocorrências inesperadas que, se não forem bem geridas, resultam num agravamento da dimensão das suas consequências. Condições como a falta de conhecimento ou formação, aliada à perda de controlo, impedem que haja uma resposta imediata de forma a suprimir o evento.

Uma resposta imediata requer uma atitude pró-ativa. Atitude essa, que se traduza numa previsão das falhas possíveis e suas consequências, a fim de dotar as organizações dos meios materiais adequados. A par dos meios materiais, é imperativo treinar, também, os meios humanos disponíveis, para responder o mais rápido e eficazmente possível.

Para além disto, as organizações devem ser capazes de saber como responder em caso de acidentes e de emergências, tomando medidas para prevenir ou minimizar possíveis doenças e lesões daí resultantes. Pode ser útil e necessário analisar o seu estado de prontidão para emergências. E se houver necessidade rever todo o plano definido. Não esquecer, sempre que se mostre praticável, testar os procedimentos, de forma a garantir que tudo garanta o sucesso da resposta à emergência detetada.

Parece muita coisa para absorver, mas com ajuda dos 4 pilares que lhe vamos fornecer, vai verificar que é mais fácil do que pensava.

 

Pilar 1: Avaliação de vulnerabilidade

Sabemos já, que é preciso prever os acontecimentos de emergência inesperados. O primeiro passo para o fazer, é identificar quais os perigos que ameaçam uma determinada organização.

Uma pergunta pode surgi-lhe no início deste primeiro pilar. Quais as áreas ou locais que possuem uma maior probabilidade de uma emergência?

Nada mais nada menos, do que o local onde são guardados ou armazenados os produtos inflamáveis, explosivos ou tóxicos, pelo perigo tecnológico se manifestar mais facilmente.

A lista dos perigos é importante, de forma a saber dar uma resposta mais precisa e rápida a cada um deles.

Que tipos de perigo existem?

Os perigos podem ser de origem tecnológica, natural ou social.

Os perigos tecnológicos mais frequentes são:

  • Fogo explosão;
  • Colapso de edifícios ou estruturas;
  • Derrames de líquidos inflamáveis;
  • Libertação de substâncias tóxicas;
  • Exposição a radiações ionizantes;
  • Falha de energia;
  • Falha no abastecimento de água;
  • Falha de comunicações

 

Os perigos naturais, são todos os fenómenos que ocorrem na natureza, que muitas vezes imprevisíveis e raros, acabam por ser negligenciados ou esquecidos.  Estes perigos, variam, no entanto, em função da localização geográfica da organização.

Finalmente, os perigos sociais que são todos os que dizem respeito ao homem e à sociedade.  Ameaça de bomba, atos de vandalismo e sabotagem, intrusão e manifestações sociais.

Não esquecer o efeito dominó. Isto é, um evento poderá desencadear outros eventos em sequência. Um exemplo disso, é uma explosão que origina um incêndio e provoca uma falha estrutural ou um sismo, que pode iniciar um ou vários perigos tecnológicos identificados acima.

 

Já elaborou a lista de perigos.  Agora, a tarefa é avaliar a probabilidade dos riscos que deles decorrem. Para tal, as fontes disponíveis são várias e vão desde a consulta a registos históricos de incidentes do mesmo tipo, à consulta/obtenção de dados de, por exemplo, companhias de seguros, entidades governamentais, universidades, corpos de bombeiros, consultores, etc.

Paralelamente a isto, devem ser identificados os principais impactos, nomeadamente:

  • Eventos sequenciais (por exemplo, um incêndio após uma explosão);
  • Danos pessoais;
  • Danos para as infraestruturas do estabelecimento;
  • Perda de registos ou documentos vitais;
  • Danos para equipamentos;
  • Interrupção dos trabalhos.

 

E quando agir efetivamente?

 

Só depois dos impactos identificados e avaliada a sua magnitude é que serão definidas todas as ações a empreender.

  • Declarar a emergência;
  • Atuar os alarmes;
  • Evacuar as áreas em perigo;
  • Cortar energia e fluidos;
  • Difundir o alerta;
  • Iniciar as operações de busca e salvamento;
  • Socorrer os feridos;

 

Estas ações serão muito facilitadas, se já tiverem sido identificados os recursos necessários, bem como, a sua localização. Por exemplo:

  • Material médico;
  • Equipamentos de comunicações;
  • Geradores de energia;
  • Aparelhos respiratórios;
  • Equipamento de deteção e monitorização química e radiológica;
  • Equipamentos de proteção;
  • Equipamento de combate a incêndio;
  • Ambulâncias;
  • Material de desencarceramento e de salvamento;
  • Pessoal treinado.

 

Construiu o seu primeiro pilar, vamos aos outros três, para que o seu Plano de Emergências seja sustentado.

 

Pilar 2: Definição do Plano de Emergência

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O segundo pilar acontece aquando da informação recolhida no passo anterior. É muito importante, porque requer uma atuação rápida e precisa de pessoas habilitadas para o fazer.  O objetivo é definir exatamente quais as ações a serem desencadeadas em caso de evacuação.

Pessoas em segurança, pressupõe medidas de confiança, reduzindo ao máximo os danos humanos. Não esquecendo também, os danos em materiais ou em estruturas. Tudo pesa.

Aqui neste pilar, entra a Planta de Emergência que todos nós conhecemos e visualizámos em variadíssimos locais.

 

Onde colocar a minha Planta de Emergência?

Deverá ser afixado, por exemplo, em zonas de passagem, áreas de permanência de utilizadores, zonas de segurança/refúgio ou em outros locais apropriados, tendo em conta a utilização-tipo do edifício e dos locais de risco.

 

Agora, já tem, também, o seu segundo pilar. Está quase!

 

Pilar 3: Implementação do Plano de Emergência

Chegámos ao terceiro pilar. O seu documento de intenções está criado. Mas não basta, é necessário que ser passado à realidade da organização a que se destina. Como?  Siga os passos em baixo indicados para este pilar, e permita-se ajustar o seu Plano de Emergência, caso tiver necessidade.

  • Comunicação interna e externa;
  • Informação seletiva dos intervenientes;
  • Execução de medidas prévias que se afigurem necessárias à implementação do Plano;
  • Seleção e formação do pessoal integrante das equipas de emergência;
  • Coordenação com os socorros exteriores;
  • Realização de simulacros.

O seu Plano precisa de mais um Pilar, não é verdade? Sem ele, a sua sustentabilidade fica comprometida, e poderá mesmo criar pequenos ou grandes percalços dependendo do que poderá vir a provocar a sua derrubada.

Como o prometido é devido vamos então ao 4º e último pilar.

 

 

Pilar 4:  Manutenção do Plano de Emergência

Prever, planear e implementar um plano, são três aspetos que de um modo geral são fáceis de conseguir. O difícil é manter ou monitorizar o mesmo. Neste pilar, importa que algumas ações sejam realizadas de modo a assegurar a manutenção do seu Plano de Emergência. Ora veja:

  • Campanhas de sensibilização;
  • Planos de manutenção de meios materiais;
  • Formação;
  • Contactos com os Socorros exteriores
  • Simulacros

A par disto, é necessário comprovar a correta disponibilidade do seu Plano de Emergência. Tal deve acontecer periodicamente, de forma a atualizar aspetos negativos detetados que necessitem de ser melhorados.

Como o poderá fazer?

Mediante ações de supervisão apoiadas na inspeção, auditoria ou análise dos simulacros realizados.

Um Plano de Emergência deve respeitar os 4 pilares descritos, de forma a garantir a segurança dos meios materiais, e sobretudo, dos meios humanos em qualquer organização ou estabelecimento.

Com as dicas fornecidas, já conseguiu perceber que tudo começa de forma sincronizada:  avaliação dos riscos; elaboração de planos e manuais de acordo com essa avaliação; preparação de todos os meios técnicos e materiais, sem esquecer a formação de equipas de emergência, meios humanos tão importantes para garantir o sucesso de todo o plano. E por fim, assegurar a manutenção dos meios de segurança, realizando periodicamente inspeções e auditorias.

 

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